Aparentemente as coisas deram uma virada na cabeça da Ciça. Quando falamos com ela nesta segunda, ela mal continha sua euforia.
- Meninos, hoje preciso contar uma coisa que aconteceu e que me deixou embasbacada…
Antes que ela continuasse, pergunto como estão os preparativos para o Natal e Ano Novo e ela responde que…
- Então, ainda não comprei nada para o Luciano, e para falar a verdade, nem sei se vou ou não comprar. Essa situação é muito complicada, mas de qualquer forma, já avisei que vou passar o Natal com minha família e não devo encontrá-lo.
Pedimos então para que ela continuasse a contar sobre…
- Vocês sabem que o Lú está viajando e só voltará no domingo, né? Então, cheguei a comentar que ele ia com o irmão no show da Madonna? Pois é, já que a Valentina não gosta, o Rodrigo me deu o ingresso de presente. Não é o máximo?
Sim, é o máximo, mas… o Kris não se contém…
- E vai com ele???
- Não, vou sozinha. Ficaria muito esquisito ir com ele, não acham? Apesar de que ele me convidou, mas eu recusei, inventei uma desculpa. Mas confesso que foquei feliz com o convite.
Bem… nessa altura do campeonato, seria interessante, mas não temos nada com isso…
- E quando é que isso vai acontecer? – pergunto.
- Na quinta-feira, dia 18.
- E você já tem planos para o Reveillon?
- Provavelmente vou para a praia, mas ainda não resolvi… Como o Luciano tinha me convidado para viajar com ele para a fazenda, ainda não sei mesmo o que farei, vamos esperar que ele volte.
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Semaninha que antecede a do Natal, resolvemos falar sobre presentes, aqueles presentes que adoramos ganhar ou que odiamos, depende do gosto de cada colunista, mas a verdade é que nunca sabemos ao certo para quem e o que comprar para as pessoas com quem nos relacionamos.
E não vale somente para namoradas e esposas, vale também para as pessoas da família, tanto faz se as nossas ou as deles… Enfim, esse negócio de presentear e ser presenteado é mesmo meio atrapalhado.
Vamos ver o que falam nossos colaboradores…
Todos eles, porque nessa semana e nas duas próximas, pedi para a Zuluah, Ana Cecília e o Brunão para vincularem suas histórias aos temas escolhidos.
Vamos ver o que eles nos contam sobre Presentes…
Beijos e boa semana a todos.
MM
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Eu não sou muito chegado a surpresas, odeio ganhar o que não estava esperando. Pode ser frescura minha, mas sou assim, gosto de saber o que vou receber de presente. Seja lá de quem for.
Mas eu entendo que mulheres gostam de fazer surpresas e não raras as vezes acabei ganhando coisas que nem sonhava e que foram bem legais. Claro que também já ganhei coisas bem estranhas, mas acho que esse assunto já s esgotou.
Agora com a proximidade do Natal, me vejo diante de mais problemas em relação aos presentes que devo comprar. Comprar para quem? Quanto gastar? O que comprar? Como dar algo que agrade, etc, etc, etc.
Ano passado fiz algo interessante, não comprei nada pra ninguém além do meu filho. Acho que esse ano farei o mesmo, só alguma coisa pra ele e pronto.
Tudo bem que as questões financeiras atrapalham bastante a vida de quem quer ou pensa em dar presentes para um monte de gente, mas acredito que eu tomaria a mesma atitude se tivesse com a conta bancária gorda.
O problema para mim é um tanto quando complexo porque da mesma maneira que me sinto mal quando alguém me dá algo que eu não quero, tenho receio de não agradar em cheio a quem presenteio.
Ok, todo mundo que dá presentes quer agradar, mas eu quero agradar muito. Esse é meu problema, não basta que gostem do que eu dou, quero que amem… Assim como quero amar o que recebo… Coisas do MM, deve ser algum desvio qualquer que a terapia deve curar.
No mais, essas coisas de amigo secreto que fazem parte de nossas vidas nessa época do ano eu dificilmente participo. Já participei muitas vezes, mas acho ridículo. As pessoas limitam o gasto em 100 reais, por exemplo, e ainda escrevem numa lista aquilo que gostariam de ganhar.
Ora, por que é que não param com essa bobagem? Com os 100 reais que gastariam com o presente do amigo secreto, por que não compram o que querem desse valor e pronto?
É tudo uma frescurinha danada de forçar a barra para que as relações se solidifiquem ou qualquer outra bobagem do tipo politicamente correta. Eu acho um porre.
Já recebi presentes estúpidos e que nem tinha pedido, já tirei “amigos” secretos que nem falava bom dia, enfim… tudo uma grande palhaçada.
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Eu sempre me gabei por nunca ter transado com uma Garota de Programa, não porque tenha algum preconceito, nada disso, acho que cada um faz o que bem entender com o corpo, mas sim porque eu sou tão vaidoso que não quero pagar por sexo, quero que a mulher me deseje.
Bom… não é que eu nunca tenha transado com uma GP, mas… bem, vou explicar…
Lá estava eu no alto dos meus 19 aninhos, em São Sebastião naquelas férias de verão. Era um final de semana comum, mas do mês de janeiro e a cidade estava lotada. Começa a chover e fomos – eu e uns amigos – para debaixo do toldo de um bar… Aquela aglomeração insuportável quando de repente eu vejo uma menina sentada com duas amigas…
Uma troca rápida de olhares, outra mais demorada… Lá fui eu falar com ela. Sento-me na mesa e começamos a conversar… Aquele papo chato de… Qual seu nome, de onde você é, onde está hospedada aqui no litoral… bla, bla, bla… Um questionário padrão, vocês devem conhecer.
Bem, ela estava na casa de uma das amigas, na praia ao lado da que tenho casa… morava em São Paulo, mas não me disse o bairro… Eu nem queria saber, só tinha olhos para o decote…
A chuva parou… fomos dar uma volta a pé, tomamos sorvete e eu a levei pra casa da amiga. Lá ficamos, no terraço até o dia amanhecer. Nada aconteceu então pensei, uau, “mina” pra namorar, toda certinha…
No dia seguinte, pegamos praia juntos, caminhamos e ficamos juntos. Dia perfeito, noite mais ainda, pois voltamos à praia e… bem, transamos no mar sob o luar. Romântico, não? É, eu achei muito romântico…
Dia seguinte ela foi embora para São Paulo e eu ainda não tinha seu endereço. Trocamos telefones e eu fiquei de ligar quando voltasse das férias. Claro, liguei assim que cheguei e pelo prefixo do telefone ela não devia morar longe, muito pelo contrário. Conversamos e nada dela querer sair comigo novamente. Sem entender, insistia porque ela “valia à pena”… Nada.
Um belo dia desencanei. Se ela não quer mais, paciência… As desculpinhas que ela usava era que estava sempre ocupada, coisa e tal. Enfim, deixei pra lá.
Nessa época eu morava na casa dos meus pais no Paraíso – Bairro de São Paulo – e numa terça-feira chuvosa resolvi sair com uns amigos. Quando estou saindo da garagem do prédio, já na calçada para entrar na rua… olho para os lados e vejo uma garota com um guarda-chuva na frente do prédio vizinho ao meu.
Ela olha pra mim e rapidamente vira o rosto… A escuridão me atrapalha, mas deu pra ver que era a Fátima… Sim, tive uma visão de “Fátima”. Roupa meio estranha…
Encosto o carro e abro o vidro…
- O que você está fazendo aí? – Pergunto.
- Eu moro aqui.
- No prédio vizinho ao meu??? Como nunca te vi?
- Moro há pouco tempo, com uma amigas. A Deyse que você conhece.
- Mas, mas… a Deyse é aquela baixinha que é garota de programa?
- Sim, ela mesma… Eu também sou!
- O que???
- Fiquei com vergonha de te contar, mas é essa a verdade. Estou aqui esperando um “amigo” e… ah, você sabe.
- Sei, sei sim… Adeus!
E foi assim minha primeira experiência com uma garota de programa… que eu nem sabia que era, que “deu” pra mim de graça no mar, na praia… E pensar que eu queria namorar… Ô inocência…
MM
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Antes mesmo que eu retomasse o assunto de onde paramos na semana passada, Ciça me conta em que andava e anda pensando mais do que deveria:
- Me rendo, confesso que essa coisa com o Luciano não vai mesmo. Ele só pensa em trabalho, na carreira e tem pouco tempo pra ele mesmo, quem dirá para mim. Além disso, sendo egoísta ou não, acredito que depois do que eu passei eu mereça alguém que me dê mais atenção, é isso o que toda mulher quer.
Dessa vez, prefiro colocar aqui mais ou menos como foi nosso diálogo… Eu pergunto:
- Problemas em se achar egoísta? O que há de errado nisso?
- Culpa – responde ela – somos criados para não sermos egoístas, mas eu sofri muito e estou a fim de alguém que me dê atenção e não alguém que me troque por qualquer coisa relacionada a trabalho. Nem nos finais de semana ele desgruda do celular…
- Então não está sendo egoísta, está sendo inteligente.
- É, isso mesmo, acho que não daria certo com o Luciano nem em mil anos.
- E agora? Pretende falar com ele sobre o fim do… “caso”?
- Pretendo sim, não seria justo mantê-lo com esperanças se eu não quero mais. Só não sei quando é que vou poder falar, porque ele viajou e só volta dia 20.
- Pra variar ele viajou – provoco.
- Sim, pra variar. Mas tudo bem, estou trabalhando muito e nem quero mais pensar nisso, é uma decisão que tomei depois que algumas coisas andaram acontecendo.
- Quer falar a respeito?
- Ainda não, semana que vem eu conto – desvia-se ela.
- Você quem sabe. Me conte, o tal do Rui?
- Ah, como a maioria dos homens, ligou e veio com um papo diferente do dia em que nos conhecemos, achei esquisito, ele mal me conhece e… ah, vocês homens sabem como são essas coisas, me senti um lixo. O carinha era leal, mas aparentemente era um sem verginha, como a maioria.
- E o trabalho na casa do casal?
- Está indo, altos e baixos, altos quando estou conversando com o Rodrigo, baixos quando a perua se mete na conversa. Mas faz parte, não é o primeiro casal que trabalho e não será o último, em todos os casos uma certeza, essa coisa do stress pré-casamento existe de verdade, viu?
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