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Entries from novembro 2008

Azeite - Preguiça

20 de novembro de 2008 por Kris Arruda · 1 Comentário · Azeite

Eu sou um preguiçoso por natureza. Muito diferente das pessoas hiper-ativas, por mim acordaria sempre tarde, enrolaria na cama até não agüentar mais. Não acho que “perdi o dia” quando durmo até ás três da tarde. Mas isso não quer dizer que não me anime pra fazer nada. Sempre me animo, mas preciso de um bom motivo. Nos relacionamentos não sou diferente.

Motivação me move contra minha natureza sedentária, fazendo com que o improvável se torne usual, escalo as mais altas adversidades, desço nas mais fundas diferenças e tudo com um largo sorriso no rosto. Ecoando o que meu amigo Ricardo disse ontem, a hora que bater preguiça é porque alguma coisa está errada.

Hoje vivo sozinho, e tenho a maior preguiça de vez em quando. Pensar no que vai fazer, onde, com quem, para muitas vezes viver uma noite cheia de álcool e vazia de conteúdo. Por outro lado muitas experiências dessa vida são inigualáveis pelos mesmos motivos. Conhecer gente nova é sempre interessante, nem que seja para valorizar o que você tem, teve ou terá.

Quando namorava, por algumas vezes tive preguiça também. Mas não muitas, sofri mais de exaustão do que por falta de motivação. Me dedico muito a relacionamentos, do meu jeito é claro, ás vezes minhas parceiras podem não concordar, achando que poderia ter feito mais aqui ou ali. Mas de minha parte acredito que sempre fiz o meu melhor, sempre com sorriso no rosto. Nunca faço nada forçado, mesmo contra a minha vontade. Motivado em fazer a pessoa feliz, abstraio e tiro tudo de melhor do que estiver fazendo ou vivendo.

Faz tempo que não vivo um novo relacionamento, mas sei que vou ter preguiça quando isso acontecer. E não é por causa dos protocolos de conhecer família, se habituar a costumes, horários, lugares, e sim pelo sensação de que posso estar fazendo tudo de novo para “nada”. Por mais que sempre diga que vale a pena, que a vida é assim mesmo, e que relacionamentos tem ciclos, não é fácil começar uma corrida sabendo que seu carros vai acabar quebrando em algum momento.

Sou um preguiçoso por natureza, preciso de bons motivos. E são esses que fazem com que eu não me entregue de vez e fique com preguiça de viver. Alem de remédios é claro. Bons motivos não são tão comuns, sou exigente comigo mesmo, logo, espero eventos mágicos, olhares que deixem as pernas bambas, frio na barriga e muita curiosidade em “descobrir” a pessoa.

Bons motivos ganham de qualquer preguiça, e se o pecado vence fácil em quantidade, perde muito em qualidade.

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Os Sete pecados - Preguiça

19 de novembro de 2008 por Ricardo Laganaro · 4 Comentários · Açúcar

Outro pecado capital que tenho certa simpatia.

Em termos genéricos, já diz o “sobre mim” do meu Orkut que prezo por três coisas na vida : Liberdade, Amizade (um relacionamento está dentro disso) e Tempo pra Meditar.

A preguiça se encontra neste último item. Mas não achem que estou falando do tal Ócio Criativo que o Domenico de Masi inventou e eu não sei quase nada sobre (preguiça de ler, sabe …), mas já discordo. Ócio foi feito pra ser praticado sem pretensões. Imagina que absurdo, ficar fingindo que está ocioso, só pra ter uma boa idéia? Heresia. Se for pra levantar uma bandeira é a do Ócio Ocioso!

Porém estamos aqui pra falar especificamente do ócio nos relacionamentos, não é?

Vou aproveitar que estou com preguiça de pensar em coisas novas e desfraldar então, outra teoria de boteco que, mesmo não sendo minha, defendo há tempos (vale ressaltar que foi formulada por um dos maiores professores que tive na vida, Platão Savioli) : os relacionamentos que tendem a durar muito tempo são os que exigem pouco esforço.

Explico : pegue um peso de 1 kg e levante com sua mão direita. Fácil, né? Mantenha o braço esticado, ainda segurando o peso, por 10 minutos. Talvez o mesmo esforço pareça muito maior, não? Agora tente continuar a ação por 1 hora. Impossível, não é?

Então … nos relacionamentos as coisas funcionam de modo bem parecido. Pequenos esforços feitos para o bem da relação podem parecer bobos e simples no começo, no calor da paixão. Ao longo dos meses e anos, esses mesmos agrados podem se tornar mais e mais sacrificantes, até se tornarem absolutamente insuportáveis.

Pra mim, a prova de que essa teoria tem fundamento são as amizades. Amizades tendem a durar mais que relacionamentos porque você precisa se esforçar muito menos pra agradar um amigo do que uma parceira. Nenhuma amizade acabaria com o seguinte diálogo. Já um namoro …

-    Vamos sair hoje?

-          Acho que não …

-          Por quê?

-          Preguiça …

-          Vou passar aí, então, pra gente tomar um lance …

-          Nem a pau …

-          Por quê?

-          Preguiça! Já disse … Vou ter que levantar do sofá pra abrir a porta. Impossível.

-          Porra … sacanagem…

-          Pois é …

-          Beleza então … Vai te catar.

-          Você também.

 

Porém … mesmo sendo importantíssimas, mais fáceis de se manter, e mais do que necessárias, amizades não propiciam uma série de maravilhas que só um bom relacionamento tem. E agora?

Bom … já diria outro ditado (preguiça, amigos, muita preguiça) que admiro muito : Tudo que é bom custa caro!

Lembro que, no final do meu namoro de 4 anos e meio, já na época que o peso de 1 quilo parecia ter 1 tonelada, eu fui num lançamento de um livro e acabei encontrando outro mestre, Mário Prata. Acabamos ficando na mesma mesa, conversando por boas horas e quando minha namorada me ligou pra saber que horas eu iria embora buscá-la, fiz o tipo “desculpe, a mala da namorada ligou pra cortar o meu barato”. E ele, com a calma e a sabedoria de gente que já viveu muito, e bem, me disse : “Não fala assim. Agradece que você tem alguém te ligando, querendo te ver…”

Até hoje não me esqueço do olhar dele.

Infelizmente, na época, o namoro já tinha acabado e a gente apenas precisava de um tempo pra se acostumar com isso, antes de nos separarmos, de fato. Mas entendi que, nos próximos, eu deveria sempre lembrar dessa frase.

Se você quer ter alguém que se importe verdadeiramente com você, deve pagar o preço dessa dedicação. Sem preguiça.

Calma lá! Mas aí você se contradisse, caro cronista?

Apenas pros mais desavisados.

Então, como pagar um preço tão alto e, ao mesmo tempo, não se esforçar?

Sou contra os esforços desnecessários. Esforços que podem ser entendidos pela outra parte, com o mínimo de boa vontade. O esforços que geram a tal da preguiça.

Quando você sabe que algo realmente é importante para a pessoa que você gosta (de verdade, né?), o esforço deixa de ser desnecessário. Vira uma preocupação sua, porque você sabe o quanto aquilo significa pra sua parceira, e portanto, vai fazê-lo. Mesmo que tenha que se esforçar um monte.

A preguiça, no meu ver, acaba virando um certo termômetro da relação. Quanto mais preguiça você tem de fazer coisas para e com o outro, ou é porque muito esforço desnecessário está sendo gasto, ou um já não se importa tanto com o que é importante pro outro.

E aí, amigos, é hora de repensar as coisas.

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Ana Cecília - 12 semana

19 de novembro de 2008 por MM · 6 Comentários · Ana Cecília

Ainda sobre o mal entendido, Ciça se explica:

 

- Eu fiquei chateada com um comentário, mas depois, pensando melhor eu entendi a opinião das meninas. Quando aceitei participar do Agridoce eu imaginei que as coisas fossem ser desta maneira, mas talvez não tenha avaliado corretamente. Mas quero deixar claro que já passou e as leitoras têm todo o direito de comentar o que acham, eu que fui uma boba. Peço desculpas a elas.

 

Tudo bem, Ciça, mal entendido esclarecido, vamos em frente… Resumidamente ela nos contou que não está encantada pelo irmão do Luciano. Apenas fez comparações normais entre os dois irmãos, nada além disso.

 

Ainda sobre as investidas dele, parece que se entenderam.

 

- Tivemos uma conversa aberta, clara. Eu expliquei meus motivos par anão querer nenhum compromisso sério e ele entendeu. Saímos na semana passada e ele se portou muito bem, fomos assistir o Fuerza Bruta e fiquei maravilhada com o espetáculo.

 

O bom dessa conversa que tivemos é que começamos a nos entender sem as famosas e chatas cobranças dos relacionamentos, combinamos de tentar ficar juntos quando desse, mas sem forçar a barra de um relacionamento. Acredito que seja isso o que eu esteja buscando nesse momento, algo gostoso sem envolvimento.

 

Por mais que a gente queira evitar, eu mesma estava sendo chatinha com ele por causa das constantes viagens que ele tem que fazer por causa do trabalho. Agora prometi que não vou mais importunar, vamos viver nossas vidas e quando der, ficamos juntos.

 

Eu ainda forço um pouco a barra perguntando como está a relação dela com o Rodrigo e levo uma bronca:

 

- Olha Marcelo, eu acho o Rodrigo um cara muito legal, mas ele é noivo e você sabe como penso a respeito dessas coisas, acho que já deixei claro que se não gosto de alguma coisa que me façam, jamais faria igual à outra pessoa. Ele está noivo e vai se casar no ano que vem. Que sejam felizes. Minha função é deixar o apartamento o mais parecido com a cara do casal e é nisso que estou me concentrando.

 

Ele é muito atraente e muito interessante também, mas nada além de decorar seu apartamento passa pela minha cabeça. Está claro?

 

Sim, respondo a ela, está muito claro. Que assim seja. Pergunto quais os planos para o feriado e…

 

- Vamos para a fazenda do Luciano na quarta-feira. Acho que vai ser divertido conhecer toda a família dele, nada de compromissos, mas vai ser bom ter mais proximidade dele.

 

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Vinagre - Preguiça

18 de novembro de 2008 por M. Boudakian · 4 Comentários · Vinagre

O que dizer sobre preguiça? Eu sou a preguiça. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança e me fez a imagem e semelhança da preguiça. Eu tenho preguiça de tudo e de todos. Quando estava pensando no que escrever sobre esse tema, me veio a idéia de escrever “Passo” e ir tomar uma cerveja, mas segunda-feira eu nunca tomo cerveja. Você já deve imaginar o porquê.

De qualquer forma eu não escrevi esse texto na segunda-feira, escrevi hoje de manhã, morrendo de sono, depois de ter passado uma noite inspirado pelo tema dessa semana, fazendo absolutamente nada, para ver se isso me ajudaria a escrever.

Ainda assim não adiantou. Pouco me intriga que hoje, justamente quando tenho que escrever sobre preguiça, a mesma toma conta de mim numa forma absoluta e inexorável. Mas é certo dizer que isso vem num crescente nas últimas semanas. Acho que esse negócio de pecado não é muito a minha praia.

Porém nesse caso eu acho que posso dar um relato interessante, ao contrário dos outros, onde até de católico me chamaram. Esses infiéis.

Não pode haver preguiça no relacionamento. Se há preguiça, certamente ela é um sintoma de que a coisa vai mal. Normalmente esse seria um problema fácil de resolver, ligamos para garota, marcamos um encontro num lugar público e damos a notícia.

- Isso não está dando certo.
- Mas porque não. Eu fiz algo errado?
- Não tem nada a ver com você, sou eu o problema.
- O que você tem?
- Preciso repensar minha vida.

Na verdade a última frase é “Estou com preguiça de você!”, mas quem poderia proferir tal insensibilidade na presença de uma dama?

Entretanto nem sempre a preguiça é um sintoma de que o relacionamento vai mal. Atualmente eu namoro uma preguiçosa, não tanto quanto eu, ela é um pouco mais responsável em alguns aspectos. De qualquer forma isso me poupa de uma série de perguntas que não são feitas jamais:

- Vamos andar no parque?
- Vamos à balada?
- Vamos tomar sorvete?
- Vamos visitar minha tia, minha prima e a minha avó?
- Vamos passar o dia na praia?
- Vamos fazer caminhadas ecológicas?
- Vamos, vamos, vamos?

Quem agüenta isso? Eu certamente não. Mas acho que a rotina da preguiça também coroe umas das melhores coisas que podemos ter num relacionamento, as experiências conjuntas, principalmente aquelas que no futuro nos lembrarão do porque estamos juntos daquela pessoa e às vezes do porque deveríamos nos esforçar para continuar juntos.

Então não fique aí parado(a), levante essa bunda da cadeira e faça algo, ou não.

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Fim do Mundo

18 de novembro de 2008 por Zuluah Fernandez · 2 Comentários · Esocética

Ontem foi aniversário do MM e não posso deixar de mandar meus parabéns a ele, dizendo que desejo muita luz e paz em seu caminho.

 

Hoje vou falar sobre uma coisa que tem me incomodado bastante: O Fim do Mundo!

 

Sim, vocês já devem ter escutado que o fim do mundo será em 21 de dezembro de 2012. Nesse final de semana assisti um documentário que falava sobre isso. No sábado à noite, na casa da amiga Carlinha nós tivemos uma discussão acirrada sobre este intrigante tema.

 

Eu acredito que o fim do mundo será como estão dizendo nesse dia, mas o que não sei explicar nem consigo compreender é como as coisas vão acontecer.

 

Uns dizem que será algo relacionado ao aquecimento global, como no filme Um dia depois de amanhã, outros falam na profecia do Apocalipse onde muitos serão chamados mais poucos escolhidos, já li sobre a queda de um cometa, mas nada disso me convenceu.

 

Acho que nem eles sabem, né gente? Mas eu acredito mesmo assim porque já li muita coisa na Internet sobre esse assunto.

 

Conversando com o MM nesse último domingo, falávamos sobre se divulgar ou não o fim do mundo. Se confirmarem a notícia, o que você faria? Digamos que avisassem e dessem a certeza que o mundo acabaria em um ano, como será que a gente lidaria com algo assim?

 

Eu já disse que provavelmente iria para um templo no Tibet, onde ficaria aguardando as coisas acontecerem, pelo menos eu estaria protegida pelas boas influencias espirituais.

 

O Marcelo já disse que não faria nada, apenas esperaria pelo caos em seu apartamento, olhando tudo lá de cima.

 

O que eu acho gente, é que temos que ter cada vez mais fé em Deus, porque se ele resolveu que nosso mundo vai acabar, ele deve saber o que está fazendo.

 

De qualquer maneira, ainda voltarei a comentar sobre esse assunto assim que tiver mais certeza de como vai acontecer. Mesmo que as autoridades não confirmem, vamos tentar por nós mesmos descobrir toda a verdade.

 

Sendo assim, vai uma simpatia para atrair proteção divina, não custa nada tentar:

 

Pegue um copo que nunca foi usado e, quando começar a chover, coloque-o na chuva até ficar completamente cheio.

Não pode ser da água que cai do telhado. Depois que ele encher, coloque-o dentro da geladeira por um dia inteiro. No outro dia, antes de fazer o almoço, pegue esse copo, faça uma oração para Nossa Senhora Aparecida, pedindo para ela lançar sobre você, sua família e sua casa muita energia positiva.

Quando for fazer o arroz, coloque a água que você recolheu da chuva dentro da panela e pronto!

Você estará recebendo uma forte dose de energia positiva. O copo poderá ser usado normalmente, depois de, depois de ser esfregado com sal grosso e lavado sob a torneira bem aberta.

 

Numero da semana: 8 (Seria 17 em homenagem ao MM, mas como 1+7=8, fica o 8 mesmo.)

 

Gente, muita luz e proteção para vocês!

 

Bjokinhas,

 

 

Zuluah

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O Melhor dos Pecados…

17 de novembro de 2008 por MM · 2 Comentários · Sal

Bem no dia do meu aniversário cai esse tema, esse pecado que nem é pecado. Isso pode ser um sinal de que eu deva escrever pouco… Ok, ok, estou só brincando…

 

Preguiça nas relações são freqüentes. Eu mesmo já fui muito preguiçoso. Já tive preguiça de me relacionar, sabe aquela coisa de “começar tudo de novo”? Dá preguiça sim. Conhecer, levar um papo, tomar a iniciativa, agüentar papos desinteressantes… é, começo das relações quando estão bem no comecinho mesmo é um porre.

 

Depois melhora. A preguiça fica de lado e é tudo só alegria. Descobertas dos gostos, dos sonhos, dos desejos, do sexo, enfim, fica tudo uma maravilha. Quando há paixão, evidentemente.

 

Mas logo depois já começa a dar preguiça. Mulheres adoram família e aí aquela ladainha de visitar os pais dela de vez em quando enche mesmo. Sem falar que elas querem por que querem participar de tudo de nossas vidas, como se abrissem mão da própria para viver a nossa. Podem xingar, é assim e pronto.

 

Aí é inevitável dar preguiça de se relacionar. Como sempre digo, as mulheres são todas muito parecidas e acabam por fazer as mesmas coisas. Trocar é até bom, mas tem efeito de espuma de cerveja. Sem esquecer que trocar significa passar novamente pelo processo da preguiça de se iniciar uma relação…

 

Enfim, como disse, a preguiça é parte dos seres humanos, nem pecado deveria ser porque é muito bom ter preguiça…

 

Veja meu exemplo de hoje: é meu aniversário, e estou morrendo de preguiça de continuar escrevendo… portanto, me dou o direito de exercer esse suposto pecado e paro por aqui.

 

Parabéns para mim… muitas felicidades e muita paz, tanta paz que pode até ser confundida com preguiça de que algo aconteça…

 

Agora chega… para um ser assumidamente preguiçoso, já escrevi demais.

 

MM

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Editorial

17 de novembro de 2008 por MM · 5 Comentários · Editorial

Semana da Preguiça, o pecado a ser discutido desta vez nem poderia ser considerado um pecado, menos ainda um dos sete pecados capitais.

 

Mas enfim, não somos nós que decidimos quais são os pecado, cabe a nós apenas dar continuidade à série.

 

Sem muito mais para comentar e com uma preguiça daquelas depois de ter curtido meus presentes de aniversário, fico por aqui… aguardando o que nossos colunistas vão dizer essa semana.

 

A única coisa que quero adiantar é que a Ana Cecília está muito brava com os comentários que foram feitos, pois ela não se conforma como fato de terem achado que ela está de “olho” no “cunhado”, diz que apenas comentou que o cara é legal. Teve leitora que chamou inclusive sua história real de Novela Mexicana e isso a magoou.

 

Esses melindres são coisinhas de mulher, e o Kris e eu ficamos de fora dessa “briga”…

 

Beijos a todos e boa semana… com ou sem preguiça.

 

MM

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Indecente sim!

14 de novembro de 2008 por K · 12 Comentários · Pimenta

 

Há menos de três anos, eu era a típica funcionária de uma empresa. Nem tão típica assim visto que empresas de comunicação já têm suas diferenças naturais e uma liberdade maior quando comparadas a outras do mundo business. E, como em qualquer outra companhia, tinha uma “turma do almoço”, que significava basicamente as pessoas mais suportáveis para você almoçar sem engasgar. No meu caso, mais quatro ou cinco colegas de redação.

 

O assunto, durante as refeições, era sempre relacionado a sexo. Mulher fala muito de sexo, talvez, até mais que os homens. E, falam com uma riqueza de detalhes que até Marcel Proust teria invejado a desenvoltura das meninas. Graças aos vários anos que trabalhei lá e muitas refeições, fiquei sabendo – por exemplo – que o pinto do marido da minha amiga tinha 12 cm (duro, que fique claro), que o outro, que tomava viagra, tinha uma resistência danada e esfolava a companheira, um não gozava nunca, ou que o namorado de outra gostava de latir durante o sexo. Sim, fatos mais que verídicos.

 

Tudo isso fazia com que os encontros sociais e festas fossem muito engraçados porque quando os cumprimentava sempre me lembrava desses detalhes. Mas, ficava com um medo danado na hora dos cumprimentos porque minha boca não filtra muito bem o que o cérebro pensa e imagine só se saísse um  “oi, como vai, senhor pinto pequeno”, “oi, não se esqueça de comprar a Hipoglos na farmácia senhor super viagra”, “olá, como vai senhor não goza nunca”, “Sim, sim.. tudo bem… quer que eu dê uma latidinha para você?”.

 

Em contrapartida, os mesmos almoços que tinham esses detalhes picantes sobre os respectivos moços, também eram cheios de pudores. Uma não deixava o marido ver pornografia, a outra proibia o namorado de ter amigas, a mais nova não dava de quatro porque era vulgar, e a lista era grande. Confesso que no início tentei expor meu modo de pensar, mas, como ainda tenho um pouco de juízo desisti depois de certo tempo pra não ser execrada pela turma do almoço. Não havia ali uma voz que concordasse comigo. Todas eram unânimes quanto proibir pornografia aos maridos e outras formas de sexo não convencional. Como é que eu ia dizer que era eu quem escolhia a pornografia do meu “namorido”, e ele tinha o maior tesão nisso? Estavam protegidas (ou seria, acorrentadas) pela redoma da decência.

 

Quando me lembro desses almoços, penso que tive uma pós-graduação do que é sexo+casamento, sexo+amor, sexo+obrigação, sexo+fidelidade, sexo+posse, sexo+fidelidade, sexo+tudo, menos sexo como desejo, puro e simples. Eu ficava um pouco pasma, por isso até falava pouco, de como meninas jovens, bem instruídas, jornalistas, independentes, eram tão conservadoras. Madame Bovary, a heroína de Gustave Flaubert, que “nasceu” há mais de 150 anos, era muito mais progressista do que aquelas que almoçavam comigo em pleno século XXI. Na época, achava que isso era um comportamento típico feminino. Afinal, homens adoram sexo, não? Bobagem. As pessoas são conservadoras ou não, indiferente ao sexo. Verdade que comprovei, muitas vezes, quando topei com homens tão presos em suas capas de decência que minhas amigas de almoço.

 

É certo que cada um faz sexo da forma que se sente melhor, e, se assim for, não há o que se discutir. Mas, na realidade, muita gente não faz aquilo que gostaria de fazer por puro receio, medo ou preconceito. Para mim, sexo é meu parque de diversões. E, em parque de diversões não existem regras e muito menos deveria ser considerado, sob qualquer hipótese, “pecado” por qualquer doutrina cristã ou não. Como minha doutrina é a palavra, e meu cristo são os livros, resolvi dar uma espiadinha no dicionário para a palavra LUXÚRIA. O resultado: comportamento desregrado com relação aos prazeres do sexo, superabundância, lascívia, indecência… Indecência? Lá vou eu olhar o meu cristo novamente… INDECÊNCIA: inconformidade às regras do decoro, da moral ou dos bons costumes; indignidade, incorreção, inconveniência, indecorosidade.

 

Essa experiência me foi reveladora. SOU UMA INDECENTE. Em parques de diversões não existem bons costumes, decoro, inconveniências… Parques de diversões são feitos para nos aventurarmos, para fazer bagunça, para quebrar as conveniências, para se sujar e se divertir. Sexo é parque de diversão de adulto e não um compromisso biológico colado na nossa listinha de “to do”. Não existe certo e errado (guardado às devidas situações em relação a incapazes, como crianças, bichos ou sexo forçado a alguém). No sexo o que existe é o DESEJO. Sou indecente em relação aos meus desejos, especialmente os sexuais. E o desejo é que impulsiona a nossa vida, seja em qual área for. Não pode ser coibido, castrado. Se houver desejo não há pecado capital.

 

Nunca me senti “devedora” por qualquer coisa que tenha feito movida pelo desejo. Aliás, o sexo mais repulsivo que fiz na vida foi o sem vontade, já no fim do casamento. Sexo bem “normal” se considerarmos a visão conservadora – na cama e com o marido. Mas, completamente repulsivo. Aquilo sim deveria ser considerado pecado. De resto? Sexo com homens, com mulheres, com os dois juntos, sozinha, de pé, na rua, no carro, na cama, na varanda para outros verem, na boate, por telefone, pela internet, de quatro, de lado, batendo, apanhando, bêbada, sóbria, berrando, quietinha, com conhecidos, com namorado, com estranhos, etc, etc, etc, sempre foi muito bom porque sempre existiu o desejo. 

 

Pena que nem todas as pessoas gostam de parques. Eu adoro e fico feliz que ainda tenho muitos “brinquedos” em mente para me aventurar. Esse meu parque é bem diversificado! E, como diz meu atual namorado: sou uma menina grande. Pequem os outros.

 

Eu só quero mesmo é brincar.

 

 

 J

 

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Pecado duplo…

14 de novembro de 2008 por MM · 36 Comentários · Aconteceu Comigo

Todo domingo vou à missa, normalmente às dez e meia. Naquele domingo ensolarado, fui ao meio dia, estava cansado por causa da noite anterior e dormi até mais tarde. Odeio ir ao meio dia porque a Igreja fica lotada.

 

Sempre fico em pé, perto de uma porta lateral que está normalmente aberta. Missa rolando, fui lá na frente comungar e quando volto, olho para fora através dessa porta e vejo uma morena linda, sentada numa mureta e chorando. Como sou ótimo samaritano, fui até ela ver se podia ajudar em alguma coisa. Pergunto se ela está se sentindo mal e ela me responde: “Acabei de pedir para Deus me enviar um anjo e você veio falar comigo”.

 

Sou e já fui chamado de tudo nessa vida, mas de anjo nunca. Achei bacana, apesar de não saber exatamente o que fazem os anjos, mas ofensa eu sei que não é. Menos mal…

 

Sentei-me ao seu lado e começamos a conversar. Ela me disse que estava muito triste e que na noite anterior havia pensado em se matar porque seu namorado há tinha traído, etc, etc. Fiquei com pena, tadinha, só um imbecil para trair aquela menina tão linda, tão doce e tão meiga.

 

Ofereço uma carona e saímos dali. No caminho, paramos para tomar um café, ela estava realmente muito nervosa e eu fiquei preocupado, queria acalmá-la de qualquer jeito. Ficamos mais de duas horas conversando até que ela se acalmou. Contou que o cara era seu dono e por isso ela não sabia mais o que fazer. Dono? Sim, dono. Ela era praticante do sadomasoquismo. Eu não acreditava que essas coisas existiam, mas ela me contou como é que a coisa funcionava…

 

Assustado com o relato, achei melhor ir embora. Peço a conta, entramos no carro e ela me pede para não deixá-la sozinha, disse que minha companhia era agradável e que ela se sentia mais calma ao meu lado. Ok, sou bonzinho mesmo, levei-a para minha casa.

 

Assim que chegamos, ficamos na sala conversando e ela insistia em me contar as coisas que fazia. Eu não curto esses lances, mas ouvi prestando muita atenção, gosto de conhecer os limites dos seres humanos, que por sinal, não têm limites…

 

Num determinado momento, ela pergunta se pode dormir um pouco, pois estava cansada pela noite mal dormida. Levo-a para meu quarto e a coloco na cama. Fecho as janelas e a deixo só. Não mais do que 5 minutos depois, ela me chama. Quando entro no quarto, ela me pede para ficar ali com ela, pede um abraço e…

 

Bem, isso é uma equação simples de ser resolvida: Mulher + cama + choramingando + linda + pedindo abraço = Sexo!

 

Sendo inevitável, começamos a brincadeira… Puxa daqui, vira dali, segura, aperta, empurra, até que…

 

- Nossa, você é dominador…

- Como assim…eu só fiz o que sempre faço e…

- Ai, ai, adorei… Quer ser meu dono?

- De novo esse papo?

- Quero que seja meu dono, compra uma coleira?

 

Gente, na boa… nem minhas duas cachorrinhas usam coleiras…podem imaginar minha cara?

 

- Coleira?

- Ah Marcelo, você não entende nada dessas coisas. Se me der uma coleira sou sua propriedade, é um símbolo…

- Então… veja bem… tá tarde né? Vamos, vou te levar embora???

- Mas e a coleira???

- Pode deixar, passo amanhã no Pet Shop e compro uma…

 

É isso, vivendo e aprendendo… achei uma vira latas na Igreja… eu mereço…

 

MM

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6 coisas que levam qualquer homem pra cama

13 de novembro de 2008 por Bruno Bellucci · 1 Comentário · Agri10

  1. Uma mulher (que não feda)
  2. Duas mulheres (pelo menos uma não pode feder)
  3. Três mulheres (sem exigências)
  4. Viagem de caminhão de Belém até Caxias do Sul
  5. Coronhada na cabeça
  6. Buxada

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