Dado que sou um pacato rapaz, nascido e criado na grande Ituverava, metrópole agrícola, onde todos são cordiais e pacíficos, não conheço essa tal de Ira. Só uma ou duas raivas eventualmente.
Mentira. Eu era um pacato rapaz. Depois que saí da bolha agrícola e comecei a conviver com essa espécie subdesenvolvida que são as pessoas, não sou mais um resplendor de paciência, calma e serenidade.
Quando você é novo, todo mundo tem lá sua utilidade. Seus pais provêm seu sustento emocional e financeiro, seus amigos te ajudam a brincar de brincadeiras que exigem mais de uma pessoa. Seus tios e tias dão presentes de Natal, Ovos de páscoa entre outros regalos.
Isso nem é verdade muitas vezes, mas parece. E o que parece está bom, desde que mantenha o disfarce pelo tempo necessário.
Depois de mais velho e sábio, tenho que admitir, as pessoas perdem sua função básica e você começa a se perguntar para que diabos elas servem. E nem falo dos exemplos acima, falo de todo o resto.
Esse resto tem a simples e diária função de me tirar do sério. Às vezes eu acho que talvez Deus realmente exista e que o convívio com os “iguais” é um teste de fé. É uma pena que eu tenha sido tão bom aluno na escola e falhe nesses testes todos os dias. Minha fé vai embora pelo ralo todos os dias.
Ainda assim acho que esse comportamento pouco sociável não se classifica como Ira, afinal me parece que coisas terríveis acontecem quando as pessoas ficam iradas. Comigo, entretanto só acontecem coisas tediosas, as terríveis ficam para os filmes de monstros e para os jantares do MM.
Esse mesmo MM, meu chefe, guru e sábio do morro, que fica nervoso com as mulheres que perguntam. É um tolerante. Eu penso que a maioria das pessoas falam demais, deveria haver uma cota ou coisa assim. Só se pode falar tantas palavras por dia. A pena por ter ultrapassado esse limite seria a mudez provisória até o conselho deliberativo definir uma data de retorno da emissão de sons pelo indivíduo.
Certamente se Deus existisse, ele já teria pensado nisso.
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8 comentários postado(s) ↓
1 SnYScHdL // jan 2, 2010 at 6:52
Hi! QtQfgkFR
2 Ana Marta // nov 26, 2008 at 17:34
Gostei da ideia, mas pesquisas comprovam que a mulher tem que falar o dobro de palavras que o homem fala por dia…
Se fosse decretado eu até toparia, mas a cota não poderia de jeito algum ser modificada por conveniencia de terceiros… Na minha casa sei que nào dá……. eheheh
bj
Ana M.
3 Fernanda // nov 25, 2008 at 18:57
Apesar de ser mulher, aprovo que deveria haver uma quantidade de palavras por dia para se falar…hahahaha…..
Só falta eu aprender…hahahahahahaha
4 Bel // nov 25, 2008 at 16:01
Sei não…rs
Vocês estão certos disso ????
Eu ficaria muda , por determinação do conselho, todos os dias….rs
Já imaginaram uma mulher proibida de falar, quando a voz lhe fosse devolvida ????
Nossa que tragédia…
E, se não dá pra falar…tudoooo bem.
Você acorda, vai para o banheiro , olha para o espelho e dá de cara com um questionário( de batom pink )…rs. Pq chegou tarde ontem ? Com quem estava ? De quem era a mancha de batom na sua camisa…Pq, pq, pq .
Também não seria fácil se livrar dos 123.215 torpedos….msn…orkut…email.kkkkkkkkk
Ps :Vocês me deixaram irada, tá ?!
Beijos
5 Tha // nov 25, 2008 at 13:16
Por favor, Deus, decrete isso logo!
6 Sally Brown // nov 25, 2008 at 13:08
“Eu penso que a maioria das pessoas falam demais, deveria haver uma cota ou coisa assim. Só se pode falar tantas palavras por dia. A pena por ter ultrapassado esse limite seria a mudez provisória até o conselho deliberativo definir uma data de retorno da emissão de sons pelo indivíduo.”
Você sabe que me peguei pensando nessa idéia outro dia mesmo?
7 Kris Arruda // nov 25, 2008 at 12:40
Essa semana vai ser uma beleza…
8 MM // nov 25, 2008 at 9:50
Gostei da sugestão… apenas algumas palavras por dia… seria fantástico.
Aprovado…
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