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O que é meu é meu!!!

27 de outubro de 2008 por MM · 9 Comentários · Sal

 

Eu odeio fazer pesquisas, de qualquer tipo. Ainda mais quando é para dar opinião sobre alguma coisa em um texto, por exemplo. Acho que tenho que saber tudo e ter opinião sobre tudo. Sim, humildade passa longe de mim. Assumo sem problemas. O tema dessa semana é confuso. Eu tive que pesquisar.

 

Avareza nessa minha cabeça sempre foi sinônimo de Pão Duro. É e não é, a coisa não é tão simples assim. Achei em minha biblioteca particular, a quem carinhosamente chamo de Google, uma infinidade de citações para a palavra, 189.000 pra ser exato, 547.000 para Pecados Capitais. Não li todas, evidentemente. Mas achei coisas interessantes.

 

Possessividade, egoísmo e, segundo o Cristianismo, ganância. Eu já misturo tudo e acho que ganância deveria estar mais perto da Gula, mas quem sou eu pra questionar o Cristianismo.

 

Sou possessivo. Sou egoísta. Não sou ganancioso e sim ambicioso. Ok, deixemos a ganância de lado. Vamos à posse. Diz meu amigo Google que avarento é o cara que tem dificuldade de abrir mão do que tem. Não me apego à coisas dessa maneira não, mas à pessoas sim. Sou de fato um ser possessivo ao extremo.

 

Sei que ninguém é dono de ninguém, mas isso é bobagem de teorias subversivas. Sou dono sim e como tal, cuido do que é meu. Não sei se cuido bem ou mal, isso não vem ao caso, pois deve ser perguntado não a mim e sim a quem tomo posse. Não dou a mínima para certo ou errado, cuido do meu jeito e pronto.

 

Não sou uma pessoa fácil de se conviver, porém, costumo deixar as coisas bem claras, coloco as cartas na mesa logo no começo de uma relação que pretenda levar a sério. O que é meu é só meu. Ponto final.

 

Quando percebo que a pessoa não quer esse tipo de relação, abro mão facilmente, pois entendo que ter alguém que não me quer na mesma proporção, me fará mal um dia. Aí entra meu fervoroso egoísmo – instinto de preservação como já defini em centenas de textos – que me faz pensar em mim em primeiro lugar. Disso não abro mão, por maior que seja o amor que esteja sentindo pelo objeto de posse.

 

Também encontrei em minha pesquisa algo interessante. Não me lembro onde, estava escrito que avareza pode ser aquele sentimento… “Não confio em ninguém”. Achei meio nada a ver, mas como esse é meu lema, gostei. Tudo o que leio e que me identifico acho bacana.

 

Pois então, o tal não confio em ninguém é no sentido de guardar seus bens a sete chaves, sem deixar que ninguém chegue perto. Aí já beira a insanidade. Guardo meus bens – no caso pessoas – mas se elas quiserem ir embora com alguém que tenha chegado perto, que vão.

 

O que gosto do “não confio…” é no sentido humano da expressão. Humano “MMmente” falando… Seres humanos são a raspa da raspa do mundo, portanto, não confiáveis. Isso pode ser deixado para outros temas, não? Quando formos discutir confiança ou qualquer coisa do tipo.

 

Enfim, se avareza é de fato algo relacionado ao sentimento de posse, deixando fora da discussão aquela posse doentia, devo ser um cara avarento. Pelo menos enquanto a relação me satisfizer. Depois que o caso termina, não sinto posse alguma.

 

Até pensei em escrever esse texto sob essa ótica, posse pós relação, mas teria que dar nomes aos bois – Vacas, no caso (Vacas no sentido contrário de Boi, por favor entendam…) – e como sei que muitas das minhas ex lêem o que escrevo, entendi ser melhor não despertar nelas a Ira… Pecado que será discutido em breve…

 

MM

 

 

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9 comentários postado(s) ↓

  • 1 azmMAvT // abr 20, 2010 at 7:03

    oOTFZa

  • 2 Gerson // fev 11, 2009 at 6:14

    Vc analisou muito, deu definições para defender “seu lema”… Mas como dizia Einstain: “Tudo é relativo”… E ao contrário de sua escrita, existem os famintos por liberdade que querem distancia dessa possessividade… a verdade é que não queremos ser propriedade, mas queremos apropriar. Isso, talvez o google não defina, mas acredito ser “hipocrisia”… Mas não faz mau meu caro, pois ” somos o que nos é convencional”, e essa frase é minha… Pelo menos ainda não lí no google.
    Isso é bom, defender nossas convicções… Melhor ainda é mudar nossos conceitos defasados e desumanos.

    Desculpe-me se houve algum erro eu minha contribuição… Foi de boa vontade.

    Passar bem!

  • 3 Bel // out 27, 2008 at 16:20

    Ai…que coisa !!!
    Tá…eu sou a parte conhecida como “propriedade”.
    Então estou me lixando para aqueles que pensam, ser meus “donos”.
    Aliás, já colocando em prática a teoria…rs.
    Uma atitude antinatural…rs. Estou omitindo minha consulta há um cirugião plástico…Sabe porque ??
    Meus “donos” (pai, filhos, amigos,etc e tal), não perceberam que é meu desejo….minha vontade.
    É legal ser “dono” assim ???
    Estou atrasada pra consulta…rs
    Beijos
    MEU querido escritor…hahahahaha

  • 4 MM // out 27, 2008 at 16:08

    Ok, Bel… te entendo…
    Mas veja:
    Estou pouco me lixando pra minha familia. Meu filho é livre e eu o amo, por mais que queira controlá-lo, jamais fiz isso porque ele é do mundo e não meu (droga…rs.)
    Minhas cachorras valem mais para mim do que qualquer pessoa que já conheci. Elas amam incndicionalmente…
    Minha mulher, bem, enquanto eu a quiser e ela me querer, é minha sim!!! Se ela quiser ir embora, tem inclusive a chave da porta, mas que é minnha é…rs.
    Enfim, a teoria é fantástica, mas na prática, sou possessivo, amo ser desse jeito, e tomo posse completamente da minha possessividade.
    Vc prr exemplo, é MINHA AMIGA E MINHA LEITORA…rs…rs… e eu amo vc por isso…
    Beijos
    MM

  • 5 Bel // out 27, 2008 at 16:01

    A pessoa possessiva em relação, aos pais, filhos, amigos ou companheiro, geralmente não enxerga o outro, como uma pessoa que tem desejos e vontades. O outro sente-se limitado, manipulado e sufocado.
    Tem uma frase que eu gosto muito . É mais ou menos assim …” As emoções naturais quando reprimidas, produzem reações antinaturais”.
    Beijoss

  • 6 Cris // out 27, 2008 at 15:13

    Esse eu entendo. Acho que é o único exemplo que eu posso entender.
    A única “coisa” pela qual definitivamente podemos lutar sempre com a creteza absoluta de nunca haver decepções.
    Elas são tudo……….ANIMAL………………rs
    beijo……………………………Cris

  • 7 MM // out 27, 2008 at 15:04

    Prendo porque é meu e se é meu é meu…
    Imagine eu me desprendendo da Kinny e da Puka… Consegue imaginar??????
    Pois é, Cris, acho que esse ex. vc entende…rs
    Bjs
    MM

  • 8 Kris Arruda // out 27, 2008 at 14:25

    Ai, ai, ai…

    Não quero admitir nada aqui….saco…

  • 9 Cris // out 27, 2008 at 14:05

    É tão difícil pra mim falar sobre isso. Juro que é! Tenho medo de passar a impressão de boazinha e de boazinha eu não tenho nada…..rs
    É que eu uso tudo que a vida material me dá e não me apego a NADA. Absolutamente nada. Uma vez, me tiraram TUDO ( acho que foi pra testar até onde isso era importante pra mim) e eu não liguei a mínima. Fiz tudo acontecer de novo. Reinventei minha vida, começei do zero e foram tempos incríveis. Se hoje eu bebo em taça de ouro e amanhã beber na casca do coco, to feliz; ou vice-versa. Desse mal, não sofro. Minha felicidade é um lance tão diferente que às vezes eu acho que nunca vou completá-la!
    Quanto a “ter” alguém……uau….
    Sabe Marcelo, se é “seu” pra que prender? Pra quer colocar regras? Será “seu” e da melhor forma possível. Livre e dentro das regras porque apenas ama vc. Sem seguir regras…não consigo explicar…..rs
    É…decididamente não sou a melhor pessoa para comentar esses temas, pq penso e ajo totalmente diferente.E o pior é que eu amo meus amigos, meus animais, minhafamília e alguém mais por ai, mas todos sem ter, sem regras e livres.
    Não posso discutir esse assunto. Nesse, acho que eu sou a maluca da vez.
    beijo…………………………Cris

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