Gente, vocês não sabem como eu estou feliz, domingo à noite, liguei para o MM e pedi para escrever sobre amizades, porque tenho uma história que é incrível. Ainda bem que ele deixou.
Quando eu estava no terceiro colegial, conheci uma menina, a Camila e ficamos muito amigas. Assim, melhor amiga mesmo, sabe? A gente nunca se desgrudava. Ela adorava também o mundo místico, e num final de semana prolongado, nós fomos para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.
É um lugar lindo e um dos pólos enérgicos mais importantes do turismo esotérico. Imaginem a cena, duas meninas perdidas lá no meio do Brasil querendo descobrir o futuro. Fomos num cara famoso que jogava búzios. Nós duas juntas, uma vendo a consulta da outra.
Entre outras coisas, o Pai Veridiano falou que nós duas nunca iríamos nos separar. Ficamos tão alegres que quase nos esquecemos de pagar a consulta. Voltamos para São Paulo super felizes com a viagem. O lugar é lindo e tem uma energia incrível.
Assim que voltamos, uma semana depois, a notícia triste: O pai da Camila foi transferido para a Espanha. Ele trabalhava numa empresa de lá e eles se mudariam em um mês! Nós choramos tanto, mais tanto, que nem conto pra vocês. A previsão do Pai Veridiano deu errado. Nunca mais ia ver minha melhor amiga e nem jogar búzios. Naquela época não tinha internet, então quando os amigos se separavam, era pra sempre.
Ano passado, gente, ano passado, quase vinte anos depois, eu fui fazer uma peregrinação na África do Sul. Fomos numa turma fazer meditação na Table Moutain, na Cidade do Cabo. É mágico aquele lugar.
Uma amiga do nosso grupo resolveu abrir as cartas para mim no meu quarto, no segundo dia de viagem. Ela me disse que eu ia receber uma notícia sobre uma pessoa muito querida. Não é que no dia seguinte quando chegamos lá em cima da montanha eu dei de cara com a Camila? Vocês podem imaginar minha felicidade?
Só de lembrar disso agora estou toda arrepiada. A Camila, em carne e osso. Nós choramos tanto, só que dessa vez de felicidade, né? Ela continua morando na Espanha, se casou e tem uma filha de 6 anos. Agora com Internet, nos falamos todos os dias.
Respondendo ao tema da semana eu digo a vocês que eu tenho muitos amigos. Principalmente a Ca, que apesar de todos os anos sem nos comunicar, jamais esquecemos uma da outra.
Por isso que eu sempre digo: No topo de uma montanha é que você encontra seus verdadeiros amigos.
Eu acho o orkut mais uma medida do quanto você quer parecer do que
quanto você. Além do mais, ele inclui família e colegas de trabalho,
raramente temos amigos nesses ambientes. Então meus 100 amigos do
orkut não servem como base para responder essa questão.
Amigo é uma pessoa que de alguma forma tem um conjunto de coisas em
comum com você, quanto mais coisas em comum maior a chance da amizade
ser maior. Entretanto as vezes são as diferenças que criam os laços
mais fortes.
Eu sou um cara estranho. Sempre fui. Isso sempre foi um impeditivo
para que eu fizesse parte de alguma turma. Eu sempre era amigo de uma
pessoa de cada turma na sala. Um amigo nerd, um amigo brigão, um cara
do time de basquete, etc.
Meninas? Não, não tinha amigas na escola, bem, esse é um outro tema. O
interessante é que ao contrário das turmas que faziam tudo junto, eu
tinha um amigo para cada coisa, um para estudar, um para montar lego e
outro para me ajudar nas brigas da escola (que nunca aconteceram).
Hoje a coisa não mudou muito. Tenho um amigo no trabaho, uns dois na
família e um da faculdade e um da minha cidade natal (preciso dizer
qual?). Além disso tenho os cronistas reunidos.
Acho que essa é a fase da minha vida mais rica nesse aspecto.
Eu tenho meus amigos em alta consideração, logo depois dos meus pais e
da minha avó, aquela velha safada.
No final, quando paro para pensar em quantos amigos eu tenho, não
posso deixar de concluir. Quantos eu bem entender.
Quantas vezes nos fizeram essa pergunta e quantas vezes a resposta foi igual? Quantas vezes não paramos pra pensar o que afinal é amizade? Aquele que escuta nossos problemas é mais amigo do que sai com a gente pra se divertir? Amigo é aquele que está sempre presente ou aquele que está presente quando mais precisamos?
As perguntas são muitas, assim como as respostas, e como sempre não traremos nada de definitivo nesse bate papo. No entanto, ouvir diversos pontos de vista sobre o assunto sempre nos ajuda a entender aqueles que nos cercam.
Um dia desses me peguei repetindo pra mim mesmo a seguinte frase: “As pessoas são diferentes”. Por mais óbvia que a frase pareça, tenho que sempre me relembrar. Esse “mantra” serve para eu evitar de me irritar, decepcionar e principalmente esperar dos outros o que faria. Quem sabe essa não seja a chave para ter mais amigos?
Zuluah mais uma semana briga consigo mesma, tentando convencer seu lado cético de que os astros podem sim lhe dizer como será sua vida esse mês.
Saberemos qual foi a besteira que a Ana Cecília diz ter feito e em contra partida conheceremos mais uma, das cada vez mais polêmicas, listas do Brunão.
Fechando a semana, mais um dos casos politicamente incorretos ( e por isso muito mais interessantes) do Marcelo no Aconteceu Comigo.
E você? Sabe quantos amigos você tem? Não tem certeza? Tendo ou não algo me diz que essa semana pode fazer você prestar mais atenção nisso…
Pois é, tô aqui pensando sobre esse tema… Vamos lá. Segundo o Orkut, o maior medidor de amigos oficialmente conhecido, tenho 71. Pouco para quem já viveu 47 anos? Talvez. Além do resultado parecer ser alarmante, o cenário pode ser ainda pior: A maioria dos meus “amigos” do Orkut, nunca vi mais gordo nem mais magro.
Assim sendo, dando um chute porque não quero fazer a conta – preguiça – reduziria para 20. Desses vinte, pelo menos uns 15 eu não tenho falado nos últimos tempos. Sobram 5. Somam-se a eles os amigos do MSN, aqueles que temos contato diariamente. Voltamos aos 20.
Agora abri meu celular e estou contando os da agenda… descarto os repetidos… Ok, aumentamos uns 10. Só falta agora ver os contatos do Outlook. Mais uns 8. É isso, diria que tenho uns 38 amigos. Agora… amigo, amigo mesmo não mais do que 4.
Bom número. Assim como ninguém precisa de mais do que 200 músicas em seu Ipod, acredito que ninguém precisa de mais do que 4 amigos. Fora isso, é tudo amigo sem importância ou conhecidos. Aí o meu número sobe bastante.
Relação de amizade é tão ilusória quanto relação de amor. Quando ficamos amigos de alguém, jamais imaginamos que um dia essa amizade vai se desintegrar. Bem, diz a experiência, pelo menos a minha, que as amizades “pra toda vida” também tem prazo de validade, assim como aquele “amor da vida”.
Eu sempre tive uma escala, mais ou menos como aqueles grupos que a memória dos celulares ou o MSN nos dá, só que minha escala é assim:
Melhores amigos – Estão em extinção, cada vez mais raros, mas são aqueles que podemos contar toda hora e pra eles, devemos estar sempre prontos.
Amigos – São os que já provaram que não podem ser promovidos a melhores amigos, mas também não merecem cair de posição.
Amigos para festas – Aqueles que acham você “engraçado” e só te convidam para animar suas festas. Nas baladas, gostam de sair com você porque são mais tímidos e esperam pela “sobra” das amiguinhas que você conheceu na noite…
“Amigos” que não servem pra nada – São os que tentam abusar da sua amizade, mas quando você precisa de algo, desaparecem. O próprio nome diz, não servem pra nada.
Conhecidos – Essa lista é imensa. Por lá ficam aqueles que te consideram amigo, mas que você mal lembra o nome. É para eles que falamos quando os encontramos e eles dizem que “precisamos nos ver mais”… A resposta padrão que uso é: Claro, a gente combina…
“Amigos” da onça – Nem vale à pena comentar, é a lixeira da lista. Pra lá mandamos os amigos deletados.
Exatamente nessa ordem. Vejam que já começo errado, afinal, “melhor amigo” teoricamente deveria ser apenas um. Não na Escala MM para Amigos.
Nessa escala “Melhor Amigo” não é apenas um, mas 4. Por que? Bem, porque esses são aqueles que você pode contar sempre, são os que te ouvem, os que te procuram, os que te conhecem profundamente, os que sabem o que falar e principalmente, sabem quando calar.
Ao longo dessa minha vida aprendi que a escala que eu uso não é a mesma que as pessoas usam comigo. O que quero dizer é: Posso ter um melhor amigo na minha lista e ser apenas amigo na lista dele. Não são escalas sincronizadas.
Eu tenho um problema grave, espero dos outros o mínimo que faço para elas. Sei que isso está completamente errado, mas sou burro, fazer o que? Agora, já quase na 3ª idade não dá mais para consertar certas coisas.
Sempre fui muito disponível, jamais deixei um amigo na mão, fosse o problema que fosse. O contrário não foi assim, aliás, nem de longe. Tudo bem que eu posso não ter aprendido que não se deve esperar nada de ninguém, mas pelo menos eu os mudo de lugar na minha escala quando constato que sou mais amigo do que o amigo…
Para quem quiser conversar sobre o assunto, estou aqui, à disposição, afinal, amigo é para essas coisas.
Era 1994, um divisor de águas na minha vida. Foi mais ou menos nessa época que percebi que se não mudasse minha postura não pegaria ninguém. Na vida. Vi que tinha que engolir minha timidez e censurar meu romantismo para poder evoluir. Mais do que isso, tinha que fazer algo essencial para conseguir ficar com alguém. Tentar beijar. Por mais simples que pareça, ter o princípio ativo não era nada fácil.
Foi nessa situação que subi no avião, com algumas notas do recém lançado “Real”, que valia um dólar. Me postei na minha cadeira até decolar, e depois foi só alegria. Andando pra lá e pra cá socializando com as pessoas. Ok, não por “culpa” minha, e sim do Marco Aurélio, um ano mais velho, cabeludo que impressionava as pequenas com papos sobre levitação. Ah os 15 anos…
Em certo momento me vi sentado na poltrona 27K. Do meu lado, na 27L estava Maria Fernanda. Ou Mafê como ela preferia. Mafê não era um primor de mulher, tinha um cabelo parecido com um xaxim, ancas de uma mulher que acabou de parir e o se vestia como o Liminha, ajudante de palco do Gugu. Ok, ela era “meio” feia. Mas e o papo, ela podia ser gente boa. Nhé. Não falava nada de interessante e ainda parecia não saber de suas limitações. Mas….estava ali. E deu mole.
A beijei com um selinho, e nada mais do que isso, prestes a pousar em Miami. Me senti um vitorioso. Tinha conseguido beijar alguém na raça, mesmo que essa pessoa fosse a mistura da Elza Soares com o Sérgio Mallandro. Alem do mais, quão matador era eu, peguei alguém antes de chegar nos Estados Unidos.
Foi bom ter aproveitado esses momentos, pois não ia pegar mais ninguém naquela viagem…
O que aconteceu foi que rapidamente a moça virou motivo de piada, afinal, Elza Mallandro né. E eu, rapidamente (quando digo rápido, quero dizer covarde) neguei qualquer envolvimento.
Não foi o bastante, minha imagem ficou manchada, e ainda que eu deva ter contado para alguém que peguei fulana ou ciclana, fiquei no 0 x 0. Nessa época eu mintia muito. Não me culpem, tinha 15 anos e era inseguro. O fato é que, mentindo ou não, assisti meus amigos se darem bem e fiquei chupando o dedo.
No último dia de viagem encontrei com a Carla na piscina do hotel. Carla era uma mocinha linda. Pequena, loirinha, com um estilo que escondia o quanto era linda. Mas na luz do refletor que ilumina o Doral Beach, eu enxerguei isso. Deitamos nas espreguiçadeiras e pela madrugada toda conversamos sobre tudo. Vida, morte, escola, futuro, paixões, erros. Na precisou muito para eu me apaixonar, mas traumatizado e de imagem manchada não tentei nada. Preferi não estragar a noite em que fingimos que adormecemos a luz do luar.
Voltei para o Brasil, trazendo junto a lembrança daquela noite e deixando a Maria por lá. Continuei conversando com a Carla, os papos continuaram ótimos e minha paixão na cessava. Quase um ano depois, no meu aniversário, ela se virou para conseguir vir a minha festa. Não lembro de muito que aconteceu naquele dia, meus olhos só conseguiam enxergá-la. Felizmente, após um delicioso jogo de olhares e uma iniciativa impulsionada pelo álcool, com uma lata de Guaraná Brahma na mão ela me puxou. Eu quase não acreditava, depois de um ano, depois da Elza Mallandro, depois do luar de mentira, finalmente eu conseguiria saber como era o seu beijo. Andamos pelo corredor lateral do prédio em direção a parte de trás do prédio, e assim que viramos a esquina me encostei na parede e puxei contra mim. Foi perfeito, e finalmente me senti o matador, não porque fui rápido, ou colecionei mulheres, mas porque construí uma das grandes histórias da minha vida.
Essa semana, pela primeira vez, tive problemas em escrever meu texto. E nada teve a ver com o tema ’sexo’. E, sim com a tal questão da ‘frequência’. Fiquei cá pensando com toda a minha ignorância: ‘mas, que raios eles estão falando?’. Frequência? Como assim? Definitivamente, não entendo desse assunto.
Acho que estou desatualizada desse sexo ‘moderno’. Ainda não consegui colocar a ‘questão’ no outlook. Sou um bicho sexual. Penso em sexo quando algo ou alguém desperta meus sentidos. Não interessa o cenário, o personagem, se o dia está bom ou ruim, ou que programa está passando na TV. Sexo é visceral. É cheiro, visão, gosto, toque, sensações e, especialmente, imaginação.
Sexo é feito - antes de tudo - com a mente. Por isso essa coisa toda de frequência me parece tão confusa. Quantas vezes faço sexo? O tempo todo, se minha ‘imaginação’ permitir. Mas, como disse, eu não entendo muito bem dessas modernidades que ‘automatizaram’ o sexo. Nesse mundo ‘atual’ o processo é o seguinte: beija, chupa, penetra, goza. Quanta eficiência!
Minha vizinha de andar é adepta do sexo ‘moderno’. Todas às quintas o namorado a visita. E escuto seus gemidos do ‘lado de cá’ da porta. Não falha! Quintas-feiras, 22h00, começam os ‘humm.. ai…. aqui… mais forte… vai’. Nas primeiras vezes, tenho que confessar, fiquei com muito tesão de escutar os dois. Que fofinhos! Todas as quintas feito robozinhos. Algumas semanas depois, comecei a achá-los um caso para ‘pesquisa científica’ (muito curioso essa coisa de ter tesão programado), e, agora acho tudo muito chato. Falta enredo, sobram efeitos especiais.
Eles não fazem sexo. Fabricam orgasmos, isto é, se a linha de produção funcionar direitinho… produzem em uma hora um ‘orgasmito’ de cinco segundos e estão felizes… Quantas vezes eles fazem ’sexo’ por semana? Uma… duas… três… dez… não importa! Essa tal frequência é o que menos interessa. O que importa é como fazem. E, quem sabe fazer, quem faz sexo com a mente, independe a penetração ou gozo. Por isso, não contabiliza.
Outro dia fiz sexo no supermercado. Começou no corredor onde ficam os iogurtes. Meio estreito, entre uma coluna e outra. Não vi quem estava atrás de mim, dei um passo e esbarrei na pessoa. Toque de um, dois segundos e pude sentir o calor da pele. A proximidade me permitiu sentir o perfume. Virei e era uma garota que me deu um sorriso de canto de boca, enigmático. Eu não pedi desculpas, respondi o sorriso e olhei para ela. Encontrei-a novamente na fila do pão. Mais alguns segundos de olhares. Meus olhos focavam uma parte do corpo dela. E ela fazia o mesmo. O máximo permitido foi um riso de canto de boca quando a coisa ficou explícita demais.
Não, não teve orgasmo. Nem toque. Mas, posso garantir que foi uma das ‘transas’ mais gostosas e safadas que tive . Isso é sexo? Entra na contabilidade? Na frequência? Não sei. Faço sexo all time. Com toque ou sem toque, com orgasmo ou sem orgasmo, mas, sempre - impreterivelmente - com muita imaginação. Porém, como disse no início, eu não entendo nada dessas ‘modernidades’. Fugi da ‘cartilha’ beija, chupa, penetra, goza.
Gosto mesmo é de sexo. Não de ‘fabriqueta’ de orgasmos.
Faixa Musical do Tema
Só pode ser Erotica, porque como diz Maddona na letra, quero ser sua anfitriã e colocar você em transe…
entrar na sua mente…
Beijos! E, uma sexta com muita imaginação e menos contabilidade…
Sexo é a única razão de estarmos aqui. Literalmente. É por causa dele que estamos aqui, e por ele que vivemos. Quando nos juntamos para consumar esse visceral ato, nos guiamos majoritariamente por instintos. Uma pensada aqui para achar a melhor posição, uma raciocinada ali para maximizar o prazer, mas na maioria do tempo somos levados por puro desejo. Fazemos o que queremos, na hora que queremos, buscando única e exclusivamente, prazer.
Mas quando isso se torna mais que um encontro e se transforma em rotina (não falo aqui sobre as modalidades do ato ou coisa parecida, rotina no sentido de acontecer várias vezes, com a mesma pessoa ao longo do tempo) como lidamos com o diferente timing das pessoas envolvidas?
Penso que (não só no sexo) as pessoas tem ciclos distintos. Para ilustrar melhor vamos usar números. Imaginemos que em um determinado casal, o homem tenha o ciclo 3 e a mulher 4. Logo que se encontram, seus ciclos estão sincronizados, assim o sexo é bem-vindo em qualquer lugar ou hora, incluindo aí elevadores, garagem do prédio, escada de incêndio ou parque de diversões. Com o passar do tempo os ciclos inevitavelmente sairão de sincronia, se encontrado no 12, 24, 36, etc…
Isso significa, que nosso casal poucas vezes vai ser tão intenso como no começo. Excetuando esses encontros em algumas casas (que não tem fundamentação matemática, é apenas um exemplo), o casal vai variar entre quase sincronia e total disritmia. O que nos leva a questão: Isso tem solução?
Nunca simples quando se trata de relacionamentos. Usando outra metáfora, vou usar minha experiência (pequininha) como DJ. Um dos papéis mais importantes de um DJ é “virar”as músicas. Pra quem não sabe, virar é “juntar” uma música na outra para efetuar a transição delas da melhor maneira possível. Essa transição pode ser evidente (quando de propósito) ou imperceptível. O segredo é ajustar o Tempo das músicas. Cada música tem um BPM (Batida Por Minuto) e o segredo é unificar as faixas em um BPM só. Pensando que as pessoas tem cada uma seu próprio BPM, o desafio é mixar as duas com um BPM que não deixe-as nem muito acima, nem muito abaixo do seu natural. O popular e manjado meio-termo. Desse modo as duas músicas mantém suas sonoridades originais sem prejuízo a nenhuma.
Cada um quer mesmo bater quantas vezes quiser por minuto (sem sacanagem, ou com se preferir), todos queremos seguir o ritmo em que fomos produzidos, mas se quisermos fazer parte da festa teremos que nos adaptar, e a cada “virada” temos que novamente brigar para entrar no tempo. Assim todo mundo fica feliz, tocando no mesmo tempo e ritmo.
Ciça decorou toda a casa para festa de aniversário de sua melhor amiga, festa esta que aconteceu no sábado passado. Em nossa conversa desta segunda-feira, dia em que ela nos conta como foi sua semana, achamos que ela estava um tanto quanto estranha.
Basicamente nossa conversa girou em torno da festa. Cecília contou que as pessoas elogiaram a decoração e que conheceu algumas pessoas interessantes e fez algumas boas prospecções de negócios.
Assim que chegou – mais cedo que os convidados – ela foi recebida pela ex sogra e tiveram uma conversa reservada. Todos da família estavam do seu lado, mas isso raramente serve de consolo quando se está triste.
Num determinado momento, já com a festa rolando a mil por hora, Ciça foi abordada por um rapaz bonito, segundo suas próprias palavras, “bonito, charmoso e interessante”. Conversaram, dançaram, enfim, passaram boa parte da noite juntos.
A conversa com ele foi tranqüila, diz ela que foi um papo divertido e conversaram sobre diversos assuntos. Ciça foi descobrindo muitas coisas em comum e isso a fez se sentir melhor. Como podemos imaginar, não deve ser nada fácil depois de tudo o que ela passou, estar tão perto do ex namorado.
Ela procurou evitá-lo o tempo todo, mas vez ou outra reparou que ele estava por perto, segundo suas impressões…
- Sabe quando a gente sente que a qualquer momento alguém vai se aproximar? Então, era assim que estava me sentindo. Procurei não ficar sozinha em nenhum instante para evitar que ele chegasse perto de mim.
Depois da conversa definitiva que eles tiveram na semana anterior, acreditamos que o melhor a fazer é evitar o contato mesmo. Qualquer brecha que ela pudesse dar, com certeza ele aproveitaria para se aproximar.
De repente, Ciça para de falar. A impressão que nos deu foi de que ela estava chorando. Pergunto se está tudo bem e ela diz que sim, mas sua voz estava embargada. Deixo-a à vontade dizendo que poderíamos continuar a conversa depois, mas ela me interrompe.
- Preciso contar uma coisa importante, mas não sei por onde começar.
Tento deixá-la tranquila e ela começa a falar:
- Lá pela meia-noite, subi para ir ao banheiro no quarto da Julia (Nome da amiga). Não estava me sentindo bem apesar da noite estar mais agradável do que eu imaginara. Usei o banheiro, retoquei a maquiagem e quando abri a porta da suíte, dei de cara com Matheus (Ex namorado).
Ele me seguiu – continua ela – entrou no quarto e fechou a porta. Disse que precisava conversar mais uma vez e eu continuei irredutível. Deixei-o falar e quando ele terminou, disse que poderíamos ser amigos, apesar da mágoa que estava sentindo.
Nesse instante, ela me diz que não sabe se deveria contar mais. Procuramos deixá-la livre para que ela decidisse o que era ou não importante. Ela continua:
- Não, está tudo bem, tenho que colocar pra fora, vai me fazer bem. Ficamos ali mais ou menos uns quinze minutos conversando e quando encerrei a conversa, fui tentar sair e ele me segurou pelos braços, pedindo perdão e dizendo que me amava. Eu não acredito mais nele! Mas ele me beijou e para minha surpresa, eu correspondi. Depois desse beijo, fiz a pior besteira da minha vida.
Já diria o Nosso Pai Luis Fernando Verissimo que nós, homens, descendemos do macaco, enquanto vocês, mulheres, são uma criação divina. Pois é… Bill Clinton é a prova contumaz dessa máxima. Por que catso o cara mais poderoso do Mundo botaria toda sua credibilidade em risco por conta de uma brincadeirinha com uma tiazinha bem mais ou menos, dentro da bendita da Casa Branca? Macaquinho disfarçado, né pessoal … O grande Bill (assim como todos nós) não passa de um macaquinho disfarçado. Eliot Spitzer (ex-governador de Nova Iorque) é outro ícone desse movimento.
Duvido que alguém pense na Margareth Tatcher fazendo uma bobagem dessas. Muito menos na nossa querida Havanir.
Ah, Ricardo! E quanto as famosas rainhas ninfomaníacas como Messalina, Cleópatra e Catarina, a grande? Ah, atenta leitora! Nenhuma delas tinha seu poder atrelado à aprovação de uma população puritana. Só macaquinhos disfarçados colocam todo seu poder em risco por bobagens desse tipo.
Seguindo esse comportamento simiesco, quando estamos solteiros, o que queremos mesmo, lá no fundo de nossa superficialidade masculina, é transar sempre. Ponto. Quanto mais melhor.
Isso quer dizer que o fazemos? Não! Ninguém tem disposição, nem paciência, nem dinheiro para isso. Quer dizer … alguns jogadores de futebol, a família Diniz e o Hugh Hefner têm, mas ninguém aqui acha que eles representam a média, certo?
A freqüência sexual aceitável para um solteiro médio, portanto, transita entre o desespero da abstinência e preguiça de exterminá-la. Ao longo dos anos, cada tipo de solteiro vai estabelecendo pela competência, e se acostumando pelo conformismo, a uma média interessante para si. Varia de caso pra caso. Uns são mais talentosos, outro mais preguiçosos.
Assim como nos exames de colesterol e triglicérides você tem uma média aceitável e uma média recomendada. Em ambos os casos, nos contentamos com a média aceitável.
Dentro de um relacionamento, não me considero a pessoa mais adequada para discutir o assunto, afinal de contas meu único namoro a ultrapassar a fase “caliente” inicial se enquadrou no que chamo de “Feitiço do Primeiro Amor”. Ou seja, acredito piamente que a primeira relação séria não pode ser tomada como padrão para alguém (a não ser nos casos em que é a única) numa série de aspectos (vida sexual é um deles).
De qualquer forma, como dizem as boas revistas do ramo, a grosso modo acho que o sexo é o “termômetro da relação”. Assim sendo, o pulo do gato está em se conseguir uma relação que, na maior parte do tempo, é boa. Deste modo, o desejo de ambos virá na medida certa, respeitando todas as fases que os relacionamentos longos tendem a passar. A freqüência sexual é apenas conseqüência.
Como se conseguir uma relação dessas? Quem descobrir, por favor, me ligue.
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