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Entries from agosto 2008

Pimenta.

20 de agosto de 2008 por K · 7 Comentários · Pimenta

Foi numa madrugada de dezembro, que Deus olhou fixamente em meus olhos e disse: “vai, minha filha, nasça e seja uma tarada. Esse é o seu destino”. Na primeira década de vida, espiava as pessoas pelas frestas, já na segunda experimentei sabores de carola à devassa. E, quase 30 anos depois continuo seguindo à risca as ordens do “mestre”. Afinal, essas coisas de “destino” a gente tem que levar a sério!

Não fui a única, conjuntamente com o “Todo Poderoso”, a perceber esta sina. Como acredito na velha máxima de que “os iguais se reconhecem”, fui convidada pela turma do site Agridoce para ser a titular da coluna “Pimenta”. Não foi a primeira vez que me associam a esta criaturinha “vermelha”, mas, que pode ser amarela, preta, verde… Tantos tipos! Tantos gostos! Tantas possibilidades!

Se eu pudesse melhorar o discurso do “Lord maior”, acrescentaria: “vai, minha filha, nasça e seja uma pimenta!”. Dê gosto às coisas! Se diferencie de outros temperos! Arda.

E assim, assumo aqui um novo destino: ser o mais picante dos temperos que habitam essa “grande cozinha”. Como? Pitadas de ousadia, de humor, de sabores, posições e situações relacionadas à sexualidade humana. Mas, cuidado! Nem todo mundo pode com pimenta! Ainda assim, ela é tentadora aos olhos e paladares proibidos.

Se delicie com este sabor tanto quanto eu.

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Azeite.

20 de agosto de 2008 por Kris Arruda · 8 Comentários · Azeite

Foi esses dias que me toquei. Nunca fui bom em me descrever, conseguia enumerar vários defeitos e algumas qualidades, mas nada passava a minha essência. O jeito que enxergo o mundo.

Mas esses dias, como eu disse, me toquei. Eu sou uma pessoa de meio termo. Radicalmente em cima do muro, indefinidamente de um lado ou de outro. Sei mais do que a maioria das pessoas sobre tudo, mas não sei mais de tudo que nenhuma pessoa. Um expert em coisa alguma. Acho igualmente estúpidos, os eruditos que só gostam de Mozart e os populares que só ouvem Calypso. Acho que os extremistas são todos ignorantes, incluindo eu.

Mas tudo bem, graças a isso cada dia conheço mais, provo mais, critico mais. Afinal é isso que vale a pena na vida. Sentir o gosto azedo para valorizar o doce.

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Açúcar.

20 de agosto de 2008 por Ricardo Laganaro · 15 Comentários · Açúcar

Olá! Meu nome é Ricardo Laganaro. Tive meus primeiros contatos com o universo feminino folheando as revistas “Cláudia” da minha mãe. Isso fez com que aos 10 anos eu já soubesse reconhecer a diferença do ponto cruz no crochê pros tapetes em arraiolo. Aprendi também que o sexo depois dos 40 não precisa ser sem graça e, que no verão de 89, as cores cítricas estavam com tudo! Depois disso, na adolescência, troquei os textos pelos anúncios de lingerie e minha experiência saiu do plano teórico para o prático (quer dizer, na maioria das vezes, platônico). Foi só na “adultescência” que as histórias passaram a ser na pele mesmo, mas ainda assim, pra constar no “currículo” tive apenas 2 namoros de verdade. Portanto, acho que vou trazer uma lógica meio “solterística” pro site. De vez em quando, ainda folheio as “Cláudias” da minha mãe. Já não falam mais de crochê por lá, já os anúncios de lingerie …
Comecei a escrever no www.cronistasreunidos.com.br, tive outro projetos interessantes e acabei de criar um blog chamado http://terradomamute.blospot.com. Espero que vocês se divirtam lendo minhas bobagens por aqui. Um abraço!

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Vinagre.

20 de agosto de 2008 por M. Boudakian · 5 Comentários · Vinagre

Dizem que o caminho para a felicidade começa encontrando-se o equilíbrio das coisas. Bobagem. Penso que o caminho do meio ou equilíbrio é muito confortável, e que às vezes é preciso levar as coisas aos extremos, sem medo nem pudores. Eu pessoalmente gosto muito de fazer isso na minha vida, a idéia é trazer esse comportamento para cá.

Para quem acha que a intenção é de apenas ser do contra, repilo essa acusação e reitero: gosto de pensar sempre nos dois lados das coisas (sim, só existem dois lados, o meu e o dos outros).

Uma pitada de polêmica e um pouco de teimosia estarão sempre a disposição dos  leitores.

Retaliem a vontade, inclusive, de cada um de vocês, esperarei o pior.

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Agri10.

20 de agosto de 2008 por Bruno Bellucci · 22 Comentários · Agri10

Dez coisas que você tem que saber sobre Bruno Bellucci, o nome do Agri10
1.    Eu, como todos os homens, falo a verdade, se minto é porque você não está pronta ou não quer saber a verdade.
2.    Eu, como todos os homens, sei o que as mulheres fazem, só não sei porquê.
3.    Eu, como todos os homens, na verdade sei o porquê, mas acho que é tudo bobagem.
4.    Eu, como todos os homens, não gosto de conversar sobre sentimentos, mas faço por esporte.
5.    Eu, como todos os homens, adoro esporte. E sim, muitas vezes prefiro futebol do que uma mulher.
6.    Eu, como todos os homens, sou teimoso, mas só porque sempre tenho razão.
7.    Eu, como todos os homens, não sou fino, posso me controlar pra não arrotar na sua frente, mas não é por isso que eu não tenha vontade.
8.    Eu, como todos os homens, não entendo porque vocês gostam de nós. Seria natural todas serem lésbicas. Eu entenderia.
9.    Eu, como todos os homens, tenho mais o que fazer, por isso vou parar por aqui.
10.    Eu, como todos os homens, invento desculpas esfarrapadas, porque sou preguiçoso.

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Editorial.

20 de agosto de 2008 por MM · 60 Comentários · Editorial

Criar este espaço era uma idéia antiga que hoje se torna realidade. Para quem me acompanha sabe o quanto eu gosto de Discutir as Relações. Nada mais justo que eu me juntasse ao amigo escritor Kris Arruda nessa empreitada, pois ele também gosta do assunto.

Há pouco mais de seis meses, resolvemos que faríamos um site que tratasse de assuntos ligados ao mundo das relações humanas.

Primeiro passo, o nome: Agridoce surgiu em uma das infindáveis reuniões que fizemos. Um belo dia, já com a mente esgotada, pois encontrar um nome que se encaixe na proposta do site não estava sendo fácil, o Kris me aparece com o tal Agridoce.

Perfeccionistas que somos, queríamos algo auto-explicativo. Nada mais Agridoce do que as relações. Entendemos que o nome caiu como uma luva, curto, grosso, de pronuncia e escrita fáceis, enfim, finalizamos essa primeira etapa.

O passo seguinte foi mais tranqüilo, convidamos o Murilo Boudakian e o Ricardo Laganaro, escritores de mão cheia, os dois têm opiniões distintas sobre a maioria dos assuntos então seria mais do que interessante tê-los por perto. Convite aceito, fomos atrás de mais gente…

Convidei a “Blogueira” de sucesso que assina seus textos com um simples “K.”, dona do famoso Incompletudes. A K. vai apimentar nossos temas semanais no espaço que criamos que vai se chamar “Tempero do dia”.

Eu, Kris, Murilo, Ricardo e a K., vamos todas as semanas falar sobre um tema diferente, cada um em seu dia específico, cada um com sua visão. O espaço promete…

O passo seguinte foi pensar em nosso público alvo. Como basicamente escrevemos para mulheres, natural desenvolvermos uma coluna que trata do tema Esoterismo, para isso, convidei a amiga Zuluah para assinar a coluna Esocética. Zuluah é uma estudiosa do mundo místico e aceitou prontamente meu convite. O nome Esocética é perfeito para sua coluna, pois ela, ao mesmo tempo em que acredita em seus estudos, de leve dá uma desconfiadinha… eu diria que todos nós somos assim, acreditamos em tudo desconfiando.

Precisávamos de mais três sessões. Uma delas foi relativamente fácil, criamos o “Aconteceu Comigo”. Por lá, eu e o Kris vamos nos revezar contando casos, trocando nossas experiências com os leitores. Acho que deverá ser um espaço divertido, pois temos histórias hilárias para contar…

Para um outro espaço, o Kris resolveu então convidar um amigo nosso, Bruno Bellucci. Conhecido na turma como Brunão, ele é o típico homem… como diria sem ofendê-lo… bem, ele é o típico “Homem das Cavernas”. Para ele só existe o branco ou o preto. Brunão quando abre a boca não fala, decreta. Acho melhor vocês o acompanharem e tirarem suas próprias conclusões. Para ele, resolvemos que sua coluna seria uma lista de “verdades incontestáveis”, decretos do Brunão. Ele assinará o Agri 10, uma lista de 10 coisas que poderão estar relacionadas ao tema da semana ou não, isso vai depender dele… melhor eu não ousar interferir, Brunão é bravo…

Aí viria a “coisa” mais complicada do novo site. Resolvemos acompanhar a vida amorosa de uma garota. Não foi fácil encontrar quem aceitasse, pois impomos certas regras. Ela teria que ter entre 25 e 30 anos, ser solteira e o mais importante, nem eu nem o Kris poderíamos conhecê-la.

Por que? Bem, pelo simples fato de que se a conhecêssemos, teríamos certo envolvimento com sua história de vida e isso poderia comprometer todo o projeto. Finalmente encontramos, ela é uma espécie de amiga da amiga da prima de uma distante amiga nossa… Entenderam? Sei que é difícil, mas ela se encaixou no perfil que queríamos e o mais importante, aceitou nossa “loucura”. Por razões óbvias, em nosso site ela não usará seu nome verdadeiro, para nós todos, ela será a Ana Cecília ou simplesmente Ciça.

Vai ser divertido acompanhar a sua vida amorosa e ver como é que vocês leitores vão interagir com ela através dos comentários… É esperar para ver, todas as Quartas-feiras…

Além disso tudo, teremos ainda mensalmente um podcast, uma espécie de programa de rádio apresentado por mim e pelo Kris. Bate papos, entrevistas…

Espero que gostem e me perdoem por me alongar, mas é nosso primeiro editorial, eu queria explicar como é que as coisas vão funcionar por aqui…

Sejam todos bem-vindos ao Agridoce.

MM

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Esocética.

20 de agosto de 2008 por Zuluah Fernandez · 24 Comentários · Esocética

Ai gente, estou tão nervosa! É a primeira vez que escrevo profissionalmente, então já viram.

Meu nome é Zuluah Fernandez e aceitei o convite do MM (falo MM porque na numerologia dá 8 e é número bom) porque o ele é um amigo muito querido que tenho. Quando me disse que precisava de uma colaboradora para o Agridoce, fiquei muito feliz e aceitei na hora.

Eu tenho 36 anos e sou da cidade de São Paulo. Gosto de tudo o que é esotérico e místico. Aqui no site, darei dicas sobre essas coisas e outras mais. Quero deixar claro que não é minha profissão, apenas faço esses estudos como hobby. E também não sou de acreditar em tudo cegamente, só na maioria, mas não em tudo.

Estou torcendo para que vocês gostem e peço desculpas caso alguma dica não dê certo. Afinal, nem sempre a gente colabora com os oráculos, né.

Começamos amanhã com uma dica do número 8, tão famoso nesses tempos de Olimpíadas na China. Espero vocês.

Bjokinhas.

Zuluah

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Aconteceu Comigo.

20 de agosto de 2008 por Kris Arruda · 7 Comentários · Aconteceu Comigo

O ano 2000 depois de Cristo, meu vigésimo-primeiro, foi marcante. Começou com uma virada de ano com teor etílico de quem esperava o fim do mundo, segui em ritmo de festa para evitar a ressaca, onde a única coisa séria em minha vida era meu projeto de graduação, que ainda assim tinha carga leve nas minhas costas, os outros quatro integrantes do meu grupo (incluindo o Laganaro) eram bem mais capazes do que eu. O que me preocupava mesmo era escolher a balada da noite.

Minha auto-estima estava lá em cima depois de anos. Finalmente ganhava segurança, me sentia capaz e ocasionalmente olhava para o espelho e dizia: “Você é foda”. Ou seja, era praticamente insuportável. Imaturo, playboy e cheio de si. Mas isso estava para mudar. Como diz bem o ditado cronista, cada um tem o que merece, e eu merecia.

Conheci uma menina um ano mais velho que eu numa agencia de publicidade em que trabalhei. Não tinha tanta intimidade, no máximo dividíamos alguns farofinos do América. Ela era diferente das mulheres que eu encantava, ou seja, era madura. Gostava de Rock alemão e era uma das poucas mulheres aculturadas que conhecia. Não era fácil fingir que a entendia.

Quando meu estágio estava acabando, pela primeira vez, saímos para almoçar juntos. Desfilei orgulhoso pela rua, ela era pequena, compacta, ruiva, com aquele ar blasé de mulheres são inteligentes e sabem disso. Eu andava sem graça, como um homem comum mesmo. Fomos ao América que ficava perto da agência. Comemos até que rapidamente, trocamos banalidades até o momento em que ela me perguntou, entre uma colherada e outra na sobremesa compartilhada: “Qual foi o maior número de vezes que você já transou num dia?”. Com calma e classe eu respondi: “Ahn???” espalhando farofa crocante por toda a mesa.

Ela insistiu, e assim começamos a conversar sobre a vida sexual dela. Por minha sorte ela não queria bem saber da minha vida e sim falar da dela. Com vinte e um anos eu assumo que não era um expert em assuntos sexuais. Ainda que dissesse que sim. Ela no entanto detalhava com calma o dia em que transou oito (!?!) vezes no mesmo dia. Falava os lugares, posições, acessórios que usou em sua maratona. Eu vez ou outra acrescentava, sempre com classe: “Ahn???”.

Naquele dia foram quatro. Quatro horas que conversamos sobre sexo e eu não consegui fazer absolutamente nada. Fui pego de guarda baixa e os golpes dela me levaram a lona rápido. O juiz abriu contagem e até tentei levantar, mas a bota dela me pressionava pra baixo com frases como: “Eu estava suada e nua e fui buscar água na cozinha”.

Desde desse dia percebi que tinha que fazer alguma coisa. Ela claramente fez propaganda dela mesma pra mim e eu não comprei. E olha que o produto parecia ter satisfação garantida. Tentei por diversas vezes marcar um encontro. Ela também. Mas constantemente nos desencontrávamos. Ela me ligava dizendo que estava sozinha em casas quando eu estava viajando, eu a convidava para um almoço em Riviera e ela estava trabalhando. Esquecia que as pessoas trabalhavam.

As poucas vezes que nos encontrávamos por acaso, estávamos acompanhados, vez um, vez outro. E parecia que nunca teríamos a chance de levar aquilo em frente. Nunca poderia ter a oportunidade de mostrar pra ela que oito vezes em um dia, nunca mais ela teria.

Num belo dia meu celular toca, era ela. O convite era para um cruzeiro marítimo. “Um pessoal vai, só casal, pensei em você na hora, ta afim?”. Sorri como um Casanova. Até que enfim ela se rendeu de vez a mim. Apelou. Não agüenta mais. Eu só esperava a hora de subir no navio para gritar que era o rei do mundo. Olhei no retrovisor e falei a frase: “Você é foda!”. Era mesmo, enfim consegui, mesmo não tendo feito nada.

-    Claro, vamos sim quando é?
-    Em janeiro. Que legal que você aceitou.
-    Que é isso moça. Vai ser uma delícia ir com você.
-    Vai ser legal mesmo. Você quer levar alguém?
-    Não, acho que não.
-    Ah, tudo bem, vai um pessoal solteiro também, eu te apresento a galera, meu namorado tem várias amigas…

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